segunda-feira, 6 de julho de 2015

Estudante de arquitetura cria projeto de cooperativa para manter agricultores no campo

Com uma estrutura de uso coletivo, ideia garante melhores condições para vendas de produtos orgânicos
Fachada do projeto de cooperativa agroindustrial (Foto: Divulgação/Caciani Gemmi)
Para fazer a agricultura uma atividade melhor, todas as ciências podem ajudar, não apenas as que estudam a terra e os animais. A exemplo da arquitetura, área estudada por Caciano Gemmi na Faculdade Mater Dei, de Pato Branco (PR). Como trabalho de conclusão de curso, o estudante desenvolveu a planta de uma cooperativa agroindustrial focada no armazenamento venda de produtos orgânicos.
A iniciativa, segundo explica seu orientador, o Prof. Esp. Gilmar Tumelero, ajudaria na permanência dos pequenostrabalhadores rurais no campo. “Além da necessidade do cumprimento das disciplinas do curso, tanto o aluno como eu, orientador, temos a preocupação com o êxodo rural, com a extinção da pequena propriedade, por entender que a agricultura familiar é quem produz produtos orgânicos e que muitos deles deixaram de existir nas prateleiras dos supermercados”, explica.
iFilho de produtores de queijos no município de Bom Sucesso do Sul (PR), Caciano trouxe da vivência com sua família a ideia do trabalho. Para entender as demandas do setor, também fez uma visita técnicaà Cooper Fonte Nova, localizada em Crissiumal (RS), onde buscou referências de sucesso em cooperativismo agrícola.
Munido de experiências que deram certo, ele pensou em formas de incrementar ainda mais a venda de produtos orgânicos na sua região. No seu projeto, há diversos pontos que podem agregar valor aos coletivos comuns. São eles:

1 – Áreas experimentais, que possibilitam a prática para os dias de campo, experimentos agrícolas de plantas e máquinas, e demonstrativos de máquinas e equipamentos;

2 - Área de comercialização de produtos agro industriários. Espaço voltado à exposição dos produtos, onde aconteceria a venda constante de produtos, similar a uma feira ou mercado de produtos do campo. Além disso, os interessados em compras de grande escala poderão conhecer e degustar os produtos antes de fechar negócios;

3 – Áreas de apoio, caracterizadas por inúmeras funções:
• Salas administrativas onde presta serviços administrativos aos produtores, com recursos humanos, financeiros, jurídicos entre outros;

• Salas para comercialização, onde os produtores poderão vender ou comprar produtos diretamente com os representantes;

• Salas de armazenamentos condicionadas para laticínios, embutidos, hortifruti, panificados, carnes;

• Armazém para tratamento de sementes, onde aconteceria o beneficiamento de sementes para os produtores;

• Depósito de embalagens, desde sacarias, sacolas, caixas, entre outras, destinadas aos produtores para acondicionamento das mercadorias;

• Garagem para implementos agrícolas de uso comum por produtores;
• Auditório de treinamento, palestra, eventos em geral;

• Laboratórios de testes e pesquisas, como análise de solos, enxerto, pragas agrícolas e outras inovações;

• Área de lazer, para confraternizações e eventos em geral;
A estrutura completa tem razão de ser, como explica o professor. “A cooperativa funciona como o centro de uma rede composta de diversas atividades, que tende a atender não somente o município em que está implantado, mas também a região com possibilidade de ramificações ainda maiores”, diz. 
Além da integração entre todos os ambientes, o local possibilita um espaço dentro de normas regulamentadoras, bem como acessibilidade em todos os ambientes do complexo. Ainda na planta, há a busca por sustentabilidadequando optam por explorar os recursos naturais. “É possível usar iluminação e ventilação naturais, sombreamento das fachadas com alto fator incidência solar, faces norte e leste abertas com visual para cidade, captação e aproveitamento de água da chuva e uso de placas solares para geração de energia”, detalha Tumelero.
Toda esta estrutura abrigaria, inicialmente, de 50 a 80 produtores. “Outros agricultores também podem ser sócios, mas de uma maneira diferente. Não para comercializar seus produtos, mas participando dos cursos treinamentos, dos dias de campo, exposições de máquinas e implementos (como um show rural)”, complementa o professor.
O projeto ainda não saiu do papel. Professor e aluno agora buscam investidores que tornem o espaço real, que podem ser da iniciativa privada, pública (como prefeituras), entidades como sindicatoscooperativas bancos rurais. A planta pode ser utilizada em todo o território nacional e adaptada às necessidades dos grupos cooperados.
A obra é orçada em até R$ 6 milhões, que pode ser barateada se construída em módulos, ou com áreas reduzidas. O tempo de retorno financeiro é estimado em 8 ou 10 anos. Mas o retorno social é imediato, segundo argumenta Gilmar Tumelero. “Se analisar o investimento do empreendimento, o retorno é mais longo. Mas se analisar pelo aspecto funcional, de que irá fomentar a agricultura familiar, aumentar a renda das pequenas propriedades, a permanência no campo, ampliação do alcance dos produtos, o retorno é em curto prazo”.
É uma forma, finaliza ele, de levar conforto e comodidade aos trabalhadores, fortalecendo o setor e a representatividade da cultura e os costumes das unidades agroindustriais do município e região onde forem implantadas; além de beneficiar o público consumidor e as empresas fornecedoras e parceiras dos agricultores.


domingo, 5 de julho de 2015

Plano Safra libera quase R$ 29 bilhões para a agricultura familiar

   A agricultura familiar vai receber mais recursos no próximo Plano Safra. O governo vai liberar R$ 28,9 bilhões para a agricultura familiar. O Plano foi lançado na segunda-feira em Brasília. Agricultores de várias partes do país e autoridades lotaram o Palácio do Planalto. “Este é o maior valor já destinado a este público e representa um incremento de 20% em relação ao ano anterior”, declara Patrus Ananias, ministro do Desenvolvimento Agrário. 

   Os juros para o financiamento da safra tiveram uma pequena alta em relação ao ano passado. A taxa ficou entre 0,5 e 5,5% ao ano, depende do valor financiado e da região. Para o garantia-safra, o seguro para os produtores que perdem a lavoura, vão ser liberados R$ 459 milhões. O limite por produtor foi mantido: R$ 850. O governo anunciou ainda que vai aumentar a compra de produtos da agricultura familiar. Hoje, 30% da merenda escolar vem das pequenas lavouras. Agora, esse índice também vai ser aplicado para abastecer órgãos públicos, quartéis, presídios, restaurante e hospitais universitários. 

     “A agricultura familiar, no pico da safra, normalmente é a que mais sofre com a queda de preço, e agora, tendo a oportunidade de poder vender, traz segurança. Então, o que nós precisamos é organizar essa produção, porque ela tem que ter uma venda regular”, avalia Alberto Broch, presidente da Contag. Para a assistência técnica, o governo vai destinar R$ 347 milhões e a presidente Dilma prometeu tirar do papel a Agência Nacional de Assistência Técnica (Anater), criada há dois anos. 


Fonte: Globo Rural. 

Veja matéria encontrada na revista Pequenas Empresas e Grande Negócios.





  Link da Revista;. http://revistapegn.globo.com/Revista/Common/0,,EMI333422-17180,00.html#.VFP3q3ujeJ4.gmail

Projeto incentiva a criação de hortas Domésticas no Rio Grande do Norte

  Os Agente de Desenvolvimento Rural (ADRs) da COOPAPI  que trabalham  em parceria com a Fundação Banco do Brasil (FBB) no projeto: MELHORIA, RENOVAÇÃO E AUMENTO DA PRODUTIVIDADE DOS POMARES DE CAJUEIRO NOS POLOS PRODUTORES E OESTE E MATO GRANDE NO ESTADO DO RN, vem também implantando novas técnicas para melhoria da qualidade de vida dos produtores como é o caso da implantação de hortas domésticas nos quintais de cada produtor participante do projeto.
  Os ADRS realizam as visitas nas propriedades, orientando e acompanhando os produtores (as) com técnicas de manejo do pomar de cajueiro  até o cultivo de  fruteiras e hortaliças. Assim como a realização de   dias de campo, realizando juntamente com os agricultores as práticas de manejo produtivo, seja nos pomares de cajueiro ou em hortas e nos quintais produtivos.
 Dia de Campo realizado no quintal produtivo da senhora Maria Alzenir, conhecida como "Nêga de Aurina, construindo canteiros para produção de hortaliças. 





quarta-feira, 1 de julho de 2015

Produtos da COOAFARN, COOPAPI, COAFAL, APAVA e Sabores da Vivenda participam do festival gastronômico de Natal






COOPAPI realiza dia de campo com os agricultores de Pureza no Mato Grande




Inscrições para edital Juventude Rural foram prorrogadas até 31 de julho

Com investimento de R$ 5 milhões, em parceria com o BNDES, o objetivo da seleção é promover a inclusão social e a geração de renda de jovens do campo

Projetos que estimulem o protagonismo da juventude rural, a promoção da igualdade de gênero, o fortalecimento de práticas sustentáveis e de cultivo agroecológico e da agrobiodiversidade têm até 31 de julho para participar da seleção pública lançada pela Fundação Banco do Brasil, em parceria com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). A proposta é apoiar iniciativas que visam estruturar empreendimentos econômicos coletivos de grupos de jovens rurais de 15 a 29 anos. O investimento social total será de R$ 5 milhões.
 
Com o novo prazo, as propostas devem ser encaminhadas à Fundação BB até 18h do dia 31 de julho, como consta no edital. Podem participar as cooperativas ou associações com mais de dois anos de existência, formadas por agricultores familiares e empreendedores familiares rurais; silvicultores; extrativistas artesanais; aquicultores; pescadores artesanais; povos indígenas; e comunidades quilombolas localizadas no campo.
 
Os projetos inscritos devem ter valor entre R$ 70 mil e R$ 200 mil e como atividade a produção, o beneficiamento ou a comercialização de produtos extrativistas, agrícolas e não agrícolas; o turismo rural; e a prestação de serviços. O prazo máximo para execução dos projetos é de 18 meses.
 
Entre os itens e atividades que poderão receber os recursos do edital estão máquinas e equipamentos novos, de fabricação nacional; equipamentos de informática, comunicação e software; caminhões e veículos utilitários novos; implantação de lavoura permanente em área coletiva; construção e reparo de imóveis; capacitação e serviços técnicos, de beneficiamento e de comercialização relacionados à atividade produtiva.

terça-feira, 16 de junho de 2015

IRENILDE OLIVEIRA DE SOUSA – Maninha nasceu no dia 04 de Abril de 1975 em Goiânia capital de Goiás, filha do Agricultor Francisco Oliveira de Sousa, nascido do município de Apodi RN, e Dona Sebastiana Oliveira de Sousa nascida do município de Codó do Maranhão.
       Após completar oito anos de idade seus pais decidiram mudar para o município de Apodi, aonde veio residir na comunidade de Córrego há 10 km do município.
        Ainda criança iniciou os estudos na comunidade de Lagoa Amarela, na residência da Professora Antonia Carlos, e logo em seguida foi estudar na Escola Isolada com o professor Sebastião Pereira Tôrres, depois passou para Escolas Estadual Professor Antonio Dantas, no município, concluindo o ensino médio em 1996. Continuando a viver no sitio com sua família percebeu que precisava contribuir com desenvolvimento da agricultura familiar decidiu atuação nos movimentos sociais.
  Ø  Igreja católica, como catequista;
Ø  Grupo de Adolescente São Pedro – GRUASP;
Ø  Grupo de Jovens de São Pedro – GRUJOSP;
Ø  Feira de Arte e Cultura de Córrego – FACUC,
Ø  Técnico em Agropecuária na Escola Agrícola de Jundiaí - 2008;
Ø  Associação de Produtores de Córrego e Sítios Reunidos – AMPC;
Ø  2ª Etapas do Programa LENDO E APREDENDO - 2009;
Ø  TEC Agrícola no Programa Nacional de Cadastro de Terras e Regulamentação Fundiária - 2009;
Ø  Educação no Campo PRO-JOVEM CAMPO SABERES DA TERRA, COOPAPI e 13º Dired de Apodi/RN - 2010;
Ø  Cooperada da Cooperativa Potiguar de Apicultura e Desenvolvimento Rural Sustentável – COOPAPI;
Ø  Assistência técnica na parte produção de mudas de cajueiros e melhoramento dos  pomares em - 2012;
Ø  Universidade Federal do Rio Grande do Norte – UFRN, cursando Graduação Tecnológica em Gestão de Cooperativas - 2013;
Ø  Tutora á distancia do curso técnico em cooperativismo pela rede e-tec, Brasil EAJ/UFRN;
Ø  Ministra cursos pelo Serviço Nacional de Aprendizagem Rural - SENAR RN - 2014;

Esse e um pouco do meu trabalho.

domingo, 14 de junho de 2015

A COOPAPI recebe visita para monitoramento de convênio celebrado com a Fundação Banco do Brasil.

A COOPAPI recebeu nesta quarta feira dia 10 de junho a visita de um Assessor da Fundação Banco do Brasil com o objetivo de fazer o monitoramento do convênio entre a Fundação banco do Brasil e a COOPAPI. O referido convênio tinha o propósito de implantar uma agroindústria de Polpa de Frutas. Durante a visita foi realizado uma reunião de monitoramento com a participação da equipe de cooperados e Técnicos da Cooperativa
Esse projeto é fruto de um edital que a COOPAPI concorreu no ano de 2013. Hoje a estrutura física esta totalmente construída e com os equipamentos para iniciar a produção de polpa das frutas, na oportunidade o Clayton Marciel visitou a Cooperativa Central do Estado do Rio Grande do Norte (COOAFARN). 

segunda-feira, 16 de março de 2015


COOPERATIVA POTIGUAR DE APICULTURA E DESENVOLVIMENTO RURAL SUSTENTÁVEL - COOPAPI

Rua Sebastião Sizenando, 263, Centro, Apodi –RN CEP: 59700-000 CNPJ: 06.881.068/0001-03
E-mail: coopapirn@hotmail.com Blog.: www.coopapi.blogspot.com Tel: (84) 3333-9582

EDITAL DE CONVOCAÇÃO DE 
ASSEMBLÉIA GERAL ORDINÁRIA.

Pelo presente Edital, ficam convocados, nos termos da Legislação Vigente e dos Estatutos Sociais desta entidade, todos os cooperados quites e no gozo de seus direitos sociais, para participarem de uma ASSEMBLÉIA GERAL ORDINÁRIA, que, realizar-se-á, em primeira convocação, às 8:00 horas, do dia 31 do mês de Março de 2015, na sede do Centro do Idoso, sito a rua: Antonio Lopes Filho S/N, Zona Urbana/Apodi / RN. Consoante determinação estatutária caso não seja atingido o número legal para instalação em primeira convocação será realizada Assembléia em segunda convocação uma (1) hora após a primeira com a presença mínima de 50 (cinqüenta por cento) mais um dos cooperados e em terceira (3ª) e última convocação uma (1) hora após a segunda (2ª) com a presença mínima de dez (10) cooperados, todas no mesmo local e dia, objetivando discutir a seguinte ordem do dia: 
1º) - Prestação de Contas exercício 2014;
2º) - Discussão dos projetos pilotos do RN Sustentável;
3º) - Apresentação da parceria e-tec, EAJ/ UFRN;
4º) - Compra de mel 
5º) - Outros assuntos do interesse da categoria.

Apodi/RN, 12 de Março de 2015.

Francisco Marto de Lima e Souza
Presidente