segunda-feira, 8 de dezembro de 2008

MDA E EMBRAPA DISTRIBUEM 2.700 TONELADAS DE SEMENTES PARA AGRICULTORES DO SEMI-ÁRIDO


Cerca de 184 mil famílias de agricultores familiares de seis estados do Semi-Árido brasileiro começam a receber mais de 2.700 toneladas de sementes de milho e feijão, dentro do Programa de Sementes da Secretaria da Agricultura Familiar do Ministério do Desenvolvimento Agrário (SAF/MDA). Os estados que receberão as sementes são: Paraíba, Piauí, Alagoas, Bahia, Ceará e Minas Gerais. No total, este ano o Programa vai atender 184 municípios, em 18 Territórios da Cidadania. Cada agricultor vai receber 5 quilos de feijão e 10 quilos de milho. O público beneficiário são agricultores familiares que participam do Garantia-Safra.

Esta semana, foi iniciada a distribuição em Minas Gerais, nos territórios do Médio Jequitinhonha, Noroeste de Minas, Serra Geral e Vale do Mucuri, beneficiando 3.600 famílias, com 54 mil quilos de sementes. E, ainda, na Bahia, no território do Velho Chico, beneficiando 2.800 famílias, com cerca de 42 mil quilos.

O Programa de Sementes conta com a parceria com a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) e do Instituto Agronômico de Pernambuco (IPA). Do total de recursos investidos na ação, R$ 11,5 milhões, o MDA entra com R$ 9,5 milhões e a Embrapa com R$ 2 milhões.

A distribuição iniciada esta semana está ocorrendo de acordo com o calendário agrícola dos territórios. Ainda em dezembro será liberada a distribuição para o Piauí. Em 2009, para os demais estados.

Segundo o secretário de agricultura familiar do MDA, Adoniram Sanches Peraci, os dois primeiros anos de distribuição de sementes já registraram melhoras na qualidade da lavoura e no aumento da produtividade de agricultores que receberam as sementes.

Programa

Este é o terceiro ano do Programa de Sementes. No primeiro ano (2006), foram distribuídas sementes para 40 mil famílias. Em 2007, este número aumentou para 92 mil famílias.

A estratégia de distribuição de sementes é apenas uma das ações do Programa voltado para a agricultura familiar do nordeste, que tem a finalidade de agir em caráter emergencial distribuindo sementes para socorrer agricultores inscritos no Garantia-Safra e que moram em municípios que compõem os territórios da cidadania rurais.

Cronograma

Dezembro
Famílias
Velho Chico - BA
2799
Médio Jequitinhonha – MG
576
Noroeste De Minas – MG
647
Serra Geral – MG
2360
Vale Do Mucuri – MG
35
Carnaubais – PI
6378
Entre Rios – PI
1063
Serra da Capivara – PI
11983
Vale Do Guaribas – PI
19745
Janeiro de 2009
Famílias
Inhamuns Crateús – CE
46578
Itapipoca – CE
26230
Sertão Central – CE
34600
Borborema - PB 11.195
11195
Cariri 14.514
14514
Zona Da Mata Sul - PB
Abril de 2009
Famílias
Do Alto Sertão – AL
2610
Do Sisal – BA
2166
Total Geral:
184290

sexta-feira, 5 de dezembro de 2008

OS POLÍTICOS TAMBÉM MARCARAM PRESENÇA NA V – EDIÇÃO DA FEIRA DA AGRICULTURA FAMILIAR.















Alguns parlamentares circularam apreciando as atrações da V - Feira da Nacional da Agricultura Familiar, dentre eles destacamos as presenças da Deputada Federal Sandra Rosado, deputada Estadual Larissa Rosado, Benedita da Silva, Ministra Dilma Rousseff e do delegado do MDA/Hugo Manso.

ARTISTAS DE RENOME INTERNACIONAL VISITAM A FEIRA NACIONAL DA AGRICULTURA FAMILIAR
















Dentro da parte cultural da Feira diversos artistas se fizeram presente, dentre eles: os atores Marcos Palmeiras e Luciano Szafir e os cantores Jorge Bem jor, Beth Carvalho, Belchior e Leci Brandão, o evento também contou com apresentações de diversos grupos regionais como: DJ tudo e mestre Biu do Pife de Caruaru, Os ritimistas convida Totonho(PB) e o Jongo da Serrinha de Madureira, DJ Dolores(PE), Bule Bule e as Sambadeiras do Recôncavo(BA), Casa de Farinha(DF) Afoxé Oya Alaxé (PE), Cordel do Fogo Encantado (PE), Rita Ribeiro convida Tambor de Crioula as três Marias (MA) e Eletrosamba convida Gerson King Combo, Fernanda Abreu e nós do Morro.

PRODUTOS DA COOPAPI, AMPC E GRUPO DE MULHERES MÃOS TALENTOSAS EM EXPOSIÇÃO NA V – FEIRA DA AGRICULTURA FAMÍLIA NO RIO DE JANEIRO.









Na V – edição da Feira da Agricultura Familiar expomos produtos do Grupo de Mulheres Mãos Talentosas, da AMPC e da COOPAPI, os produtos de nossos empreendimentos tiveram uma aceitação impressionante, no segundo dia do evento já havíamos comercializado todo estoque que levamos, atraves de rodads de negocios podemos estabelecer contato com outros produtores e redes de supermercado interessado em nossos produtos.

quinta-feira, 4 de dezembro de 2008

Comunidade internacional tem um ano para se unir contra aquecimento fatal


Na abertura da Conferência da ONU sobre Alterações Climáticas, presidente do encontro aconselha negociadores a não cederem aos obscuros interesses privados para que seja seja possível muda o perigoso rumo que a humanidade tomou. "Levamos o sistema do Planeta ao seu limite. Continuar assum provocaria ameaças de uma intensidade nunca vista", advertiu o ministro do Ambiente da Polônia, Maaciej Nowicki.
A comunidade internacional foi advertida, na abertura da conferência sobre alterações climáticas, em Poznan, na Polônia, de que dispõe de um ano para se reunir e salvar o planeta de um aquecimento fatal. No encontro foi lançado um apelo para que seja concluído, no fim de 2009, em Copenhague, um acordo global ambicioso no intuito de travar as alterações climáticas, apesar das dificuldades agravadas pela crise financeira.
Perante 9.000 delegados, de 185 países que estarão reunidos até 12 Dezembro, para a XIV Conferência das Nações Unidas sobre Alterações Climáticas, o presidente dos trabalhos e anfitrião do encontro, o ministro do Ambiente polaco, Maciej Nowicki, considerou que «a humanidade, através do seu comportamento, já levou o sistema do Planeta ao seu limite».
«Continuar assim provocaria ameaças de uma intensidade nunca vista: enormes secas e inundações, ciclones devastadores, pandemias de doenças tropicais (...) e mesmo conflitos armados e migrações sem precedentes», afirmou, aconselhando os negociadores a não «cederem aos obscuros interesses privados (quando) devemos modificar o perigoso rumo que a humanidade tomou».
O presidente do Grupo de Peritos sobre a Evolução do Clima (GIEC) e prémio Nobel da Paz de 2007, Rajendra Pachauri, referiu também os graves impactos da «inação».
Um número suplementar de pessoas, mais 4,3 mil milhões a 6,9 mil milhões, ou seja, «quase a maioria da humanidade», que vive nas grandes bacias fluviais, arrisca-se a ser afetado pela seca, alertou.
Em Dezembro de 2007, a conferência de Bali fixou um roteiro que deveria levar os 192 Estados signatários da Convenção da ONU sobre as alterações climáticas (CNNUCC) à conclusão, até 2009, de novos compromissos contra o efeito de estufa.
Esses compromissos foram reforçados e alargados para incluir os Estados Unidos e as grandes economias emergentes, entre as quais a China, que se tornou o primeiro poluidor mundial.
Até hoje, apenas 37 países industrializados (todos, exceto os Estados Unidos) que ratificaram o Protocolo de Quioto estão obrigados a uma redução de emissão de poluentes, no período entre 2008 e 2012.

«O trabalho que vos espera é, ao mesmo tempo, difícil e crítico: mas perante cada dificuldade surgem oportunidades, se souberem concentrar-se naquilo que vos une em vez daquilo que vos divide», afirmou o secretário executivo da Convenção da CNNUCC, Yvo De Boer.
«Têm um ano, de agora, até Copenhaga. O tempo voa. É preciso andar a uma velocidade superior», disse, admitindo que a crise financeira vai complicar a tarefa. «A realidade é que mobilizar os recursos financeiros à escala necessária constituirá um verdadeiro desafio», disse.
Contudo, ressalvou, esta «crise não nos deve impedir de nos comprometermos no que diz respeito ao clima ou à redução da pobreza», considerou o primeiro-ministro dinamarquês, Anders Fogh Rasmussen. «Não nos podemos permitir abrandar o passo», afirmou, por sua vez, Brice Lalonde, embaixador de França para o clima, país que detém atualmente a Presidência rotativa da União Européia.

quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

AGRICULTORA FAMILIAR MUDA HÁBITOS APÓS PARTICIPAÇÃO EM CURSO DE HORTICULTURA





A agricultora familiar Aelza, moradora da comunidade de Lagoa do Mato, município de Apodi, mudou completamente os hábitos alimentares de sua família, partindo da iniciativa da Associação dos Mini - Produtores de Córrego e Sítios Reunidos – AMPC, que trouxe para a comunidade um curso de hortas orgânicas, após a participação nesse curso Aelza que também participa do Grupo de Mulheres Mãos Talentosas recebeu incentivo para construir sua própria horta, o resultado disso é comprovado pelas fotos aqui apresentadas.
O destino das frutas e verduras produzidas por Aelza é sem duvida primeiramente a mesa de sua casa e de alguns vizinhos, com relação ao excedente a mesma coloca para ser vendido na feira da agricultura familiar que acontece todo sábado em Apodi, segundo Aelza é uma forma de complementar a renda familiar.

terça-feira, 2 de dezembro de 2008

PRODUTORES DE CASTANHA NO RN TERÃO MAIS APOIO DA CONAB

Os agricultores potiguares que produzem castanha em Itaú, Serra do Mel, Severiano Melo, Apodi, Rodolfo Fernandes e Portalegre vão receber a visita da Conab até o próximo sábado (29). A estatal vai percorrer os seis municípios para recolher amostras do fruto in natura e encontrar alternativas para comprar cerca de 370 mil quilos de castanha de produtores da região oeste do Rio Grande do Norte até o final do ano.
As amostras coletadas pela Conab vão passar por um teste de qualidade na Coordenadoria de Classificação de Produtos de Origem Vegetal, no Ceará. Aquelas que foram aprovadas recebem um certificado e ficam aptas a serem negociadas com o governo. Até o início de novembro a estatal tinha adquirido 38,9 mil quilos de castanha tipo 1.
A ação de atravessadores e a expectativa de uma safra 30% maior que a anterior fizeram o quilo da castanha cair para R$0,70 no estado. Entre abril e junho, o mesmo produto era negociado por cerca de R$1,30. "As intervenções da Conab fizeram o preço pago ao produtor ter uma recuperação de 40%. Hoje a castanha já é negociada, em média, a R$ 1,00 o quilo”, explica o técnico da estatal, Nassau Souza.(Adriana Severo, com Willians Fausto/Conab)

segunda-feira, 1 de dezembro de 2008

Escola Zenilda Gama promove feira de arte e cultura


A Escola Estadual Professora Maria Zenilda Gama Tôrres promove nos próximos dias 03 e 04 de Dezembro de 2008 sua feira de arte e cultura, nesta 6° edição a escola promoverá uma amostra das particularidades das quatro regiões de Apodi, a empreitada é uma ação do competente quadro de funcionários da escola que em virtude da greve dos motoristas para não prejudicar seus alunos, saíram a campo e motivaram os estudantes a realizarem essa amostra como forma de avaliação para o ultimo bimestre do ano letivo, isso sim é exemplo de dinamismo e coragem da escola.
Quem quiser conferir de perto o resultado desse trabalho é só dar uma passadinha nos dias 03 e 04 na sede da escola.
Parabéns a todo o quadro de funcionários e alunos da escola Zenilda Gama por essa importante iniciativa e que continuem valorizando as coisas boas de nossa terrinha!!!

MERCOSUL DECIDE CRIAR FUNDO DA AGRICULTURA FAMILIAR


O FAF Mercosul tem o objetivo de arrecadar recursos para financiar a adoção de políticas públicas de fortalecimento da agricultura familiar sul-americana. Criação foi decidida durante a X Reunião Especializada sobre Agricultura Familiar no Mercosul (Reaf), que se encerrou na quinta-feira (27) no Rio de Janeiro.

RIO DE JANEIRO – Com participação recorde e considerada um sucesso por seus organizadores, terminou na noite de quinta-feira (27) a décima edição da Reunião Especializada sobre Agricultura Familiar no Mercosul (Reaf). Realizada no Hotel Guanabara, no Rio de Janeiro, a X Reaf contou com cerca de 300 representantes de governos e da sociedade civil de Brasil, Uruguai, Argentina, Paraguai, Chile, Bolívia e Venezuela, além de convidados vindos do Peru, do México e da África do Sul.

A principal resolução da X Reaf foi a criação do Fundo da Agricultura Familiar do Mercosul (FAF Mercosul), que terá o objetivo de arrecadar recursos para financiar a adoção de políticas públicas de fortalecimento da agricultura familiar no âmbito do Mercosul. O FAF Mercosul receberá de cada país membro do bloco econômico uma contribuição fixa anual de US$ 15 mil, além de uma contribuição variável que foi determinada pela média histórica dos PIBs nacionais. O Brasil contribuirá com 70% do fundo, a Argentina com 27%, o Uruguai com 2% e o Paraguai com 1%.

O ministro brasileiro do Desenvolvimento Agrário, Guilherme Cassel, comemorou a criação do FAF Mercosul: “O fundo significa a possibilidade de a gente concretizar uma integração de fato. O FAF Mercosul servirá para financiar o crédito, o acesso à terra, o seguro agrícola, a assistência técnica. Ou seja, ele possibilitará o desenvolvimento em nossos países de projetos que contribuam, especialmente com quem mais precisa, para que a agricultura familiar possa se desenvolver. O governo brasileiro tem uma certeza: a gente não vai conseguir construir um futuro mais igual para os países que compõem o Mercosul, um futuro de mais soberania, de mais progresso e de mais desenvolvimento, sem reforma agrária e sem uma agricultura familiar forte”, disse, em entrevista exclusiva à Carta Maior.

A proposta de criação do FAF Mercosul será levada agora à apreciação do Grupo Mercado Comum (GMC), instância dirigente do bloco econômico que tem a Reaf como órgão consultivo. Quando ratificado no GMC, o FAF Mercosul passará a vigorar imediatamente. As boas possibilidades de arrecadação do novo fundo puderam ser medidas pela doação, anunciada no Rio de Janeiro, de US$ 1 milhão à Reaf feita pelo Fundo Internacional de Desenvolvimento Agrícola (Fida): “Essa ajuda permitirá a continuidade dos trabalhos da Reaf e garantirá uma participação ainda maior da sociedade civil nas próximas reuniões”, avaliou Cassel, que ocupa a presidência pro tempore da Reaf.

Os membros do Mercosul também decidiram durante a X Reaf criar regras comuns para o registro dos agricultores familiares em cada país. O funcionamento do novo mecanismo de registro continental ainda será especificado, mas ele deverá ser semelhante à Declaração de Aptidão ao Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) adotado no Brasil.

Propostas jovens

Outras propostas interessantes da X Reaf surgiram durante o Curso de Formação de Jovens Rurais do Mercosul, que reuniu 40 jovens ligados à organizações representativas dos agricultores familiares do Brasil, da Argentina, do Paraguai e do Uruguai. Uma delas foi a realização até 2010 de uma feira de agricultura familiar do Mercosul, que estenderá aos produtores de toda a América do Sul a Feira Nacional de Agricultura Familiar e Reforma Agrária criada no Brasil pelo Ministério do Desenvolvimento Agrário. Os jovens do Mercosul decidiram também realizar um segundo curso de formação, desta vez com maior participação de jovens dos demais países latino-americanos.

A importância do processo de integração desenvolvido através da Reaf foi ressaltada por Guilherme Cassel: “Com toda essa crise que o mundo enfrenta, o tema da segurança e da soberania alimentar está muito presente na agenda de todos os países. O Brasil tem sentido menos o impacto da alta no preço dos alimentos porque o país tem uma agricultura familiar forte. Isso, a gente quer para todos os nossos parceiros do Mercosul, daí a importância de compartilharmos experiências. Tem sido assim, a gente vem fazendo uma integração de verdade, uma integração muito solidária e toda ela voltada para os interesses dos agricultores familiares e dos assentados da reforma agrária em todos os nossos países”, disse o ministro.

V FEIRA DA AGRICULTURA FAMILIAR DEIXA SAUDADE NO RIO DE JANEIRO



A V Feira da Agricultura Familiar e Reforma Agrária se despede do Rio de Janeiro deixando saudade em quem comprou e em quem veio mostrar a diversidade e riqueza da produção do Brasil Rural Contemporâneo. “Estou muito satisfeita em lembrar que terei na varanda da minha casa um vaso cerâmico produzido na Amazônia”, disse Maria Tereza Gilternian, fluminense de Búzios.

Assim como ela, mais de 300 mil pessoas passaram pela Marina da Glória durante os cinco dias do evento, realizado pela primeira vez na cidade do Rio de Janeiro. Um público interessado por produtos diversificados, culinária orgânica, artesanato regional e roupas criativas fabricadas de modo sustentável fez acabar o estoque de vários dos 550 expositores mesmo antes do encerramento oficial do evento.

João Carlos Moerschberger foi um dos que venderam muito e, no final da tarde deste domingo (30), já não tinha nenhuma peça dos 300 quilos de embutidos, salames, defumados e charque de porco que trouxe de Crissiumal (RS). Em sua passagem pelo Rio de Janeiro, o produtor obteve cerca R$ 7,5 mil com as vendas de seus produtos. Agora, volta para o Rio Grande do Sul com a certeza de novos negócios por conta dos contatos que manteve com varejistas durante a Feira.

Ao avaliar o evento, o ministro do Desenvolvimento Agrário, Guilherme Cassel, afirmou que os objetivos propostos foram alcançados: vender produtos, trocar experiências, estabelecer contatos e fechar negociações futuras. “Foi uma relação de encontro e felicidade de todos que passaram por aqui e puderam descobrir o quanto é rica a produção da agricultura familiar e dos assentamentos de reforma agrária do País”, disse o ministro. Cassel ressaltou que muitos brasileiros ainda desconhecem que 70% dos produtos que consomem diariamente vêm das mãos e do trabalho desse segmento produtivo, que representa 10% do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro.

A V Feira Nacional da Agricultura Familiar e Reforma Agrária movimentou cerca de R$ 1,6 milhão de vendas diretas e gerou negócios da ordem de R$ 5 milhões em vendas futuras. “Foi muito bom para os agricultores familiares e para os consumidores do Rio de Janeiro”, reforçou Cassel.

Os cinco dias da Feira mudaram a rotina de muitos cariocas, como a de Maria de Fátima Lobo, que, neste domingo, interrompeu seu passeio ciclístico pelo Aterro do Flamengo ao se deparar com a movimentação de pessoas pela Marina da Glória. “Entrei aqui sem pretensão e estou saindo cheia de sacolas.” Maria de Fátima destacou a qualidade dos produtos oferecidos e o atendimento dos expositores. “Eles são ótimos”, resumiu.

A Feira também foi espaço para matar saudade do estado natal. Nascida em Manaus e morando há 30 anos no Rio de Janeiro, Ana Dolores aproveitou para comprar farinha e polpa das frutas típicas do Norte. A filha, Gabriele, preferiu as biojóias e o artesanato nordestino. “Adoramos tudo”, afirmou Gabriele, que não escondeu seu desejo: “espero que a Feira continue no Rio de Janeiro por muitos anos”.