quarta-feira, 2 de novembro de 2011

Produtores de castanha reivindicam melhorias para a cadeia produtiva

Os produtores de castanha e caju do município de Severiano Melo, Rodolfo Fernandes e região reuniram-se ontem na sede da Câmara Municipal de Severiano Melo, para tratar dos problemas que envolvem a cadeia produtiva da cajucultura, sobretudo o preço da castanha. Apesar da safra ser baixa, em relação a anos anteriores os produtores reclamam da queda no preço que em menos de dois meses reduziu de R$3,00 para R$1,20 por quilo, o que não se encontra explicação para tal fato. “Estamos a mercê da indústria que determina o preço da castanha a qualquer momento sem dar nenhuma explicação plausível a nós produtores” relata o produtor Fernando de Teta.

A reunião contou com mais de cinqüenta produtores de todas as comunidade rurais do município de Severiano Melo, Rodolfo Fernandes, Itau, Apodi e demais municípios que não puderam estar presentes, mas no entanto mantiveram contato por telefone dando aval a reunião e ao que dela fosse decidido. O que não entendemos é o fato de estar havendo aumento médio de 5 a 8% no consumo da amêndoa, enquanto a cada ano há redução na produção, e no entanto as leis de mercado não prevalecem para o setor – a lei da oferta e procura, não existe, o que nos apresenta a simplesmente a vontade da indústria em determinar o seu preço.
Não queremos briga com a indústria, o que buscamos é mais igualdade e divisão nos lucros, pois da forma como está a atividade da cajucultura irá caminhar para o que aconteceu com outros produtos como: a carnaúba, o algodão, o feijão e muitos outros que por falta de políticas públicas estão em extinção nas pequenas e médias propriedades rurais. Diversos setores da atividade agrícola e pecuária estão organizados, como a fruticultura, a cadeia leiteira, e.t.c, no entanto a cajucultura no Rio Grande do Norte está em completo abandono, ao menos em nossa região.

Os produtores, acordaram alguns pontos que irão levar a público, tais como: Formação de uma comissão para ir até o Governo do Estado e a órgãos do governo Federal, Assembléia Legislativa, Indústrias e especialmente visitar todos os municípios produtores do RN e manter contato com os produtores dos demais Estados para que ocorra uma união em torno da cajucultura; também ficou acertado que ninguém irá comercializar o produto a menos de R$1,50 por quilo; também estará sendo marcado atos públicos de protesto para mostrar as autoridades do Brasil e do mundo a exploração cruel exercida pela indústria sobre o produtor. “queremos ser tratados como parceiros da indústria e não como escravos desta.” Frisou o produtor Josimar Holanda”.

Segundo dados publicados no blog da cajucultura, a indústria de beneficiamento de castanha de caju tem capacidade para beneficiar até 420mil toneladas ano, enquanto nossa produção só atinge as 200 mil/t/ano, dessa forma e diante do quadro avassalador que se encontra a cadeia produtiva da cajucultura haverá quebras e ruínas cada vez maiores nas propriedades rurais que tem sua renda baseada nesse setor produtivo.
É preciso que os nossos governantes intervenham com urgência no setor, a fim de proporcionar mais dignidade ao produtor rural.

A luta apenas começou, iremos a todos os setores que se fizer necessário e mostraremos ao mundo, especialmente aos importadores de nossa castanha o tipo de relação comercial que a indústria vem depreendendo para com os produtores, pois o que deveria ser uma relação de integração, está transformada em exploração cruel e desumana.
Postado por: Elano Gomes Pinto no blog  da Fm bom Lugar


terça-feira, 1 de novembro de 2011

Beneficiamento da castanha de caju no Córrego - poesia de Deusinha

Quando a castanha chega na fábrica 
Eles botam pra secar não sabia 
Por uma noite e um dia 
Eu prestei bem atenção 
Após vai pra seleção 
Para a poeira tirar 
E a miúda que não serve 
Das outras é pra separar. 

Selecionam logo ao começar 
Grande, média, pequena, nesse estilo 
E pesam em sacos de 50 quilos 
Por tipo em uma sala ela é selecionada 
Aquela que pelos fornecedores é repassada 
Eles levam para a máquina de estufa para cozinhar 
Deixa lá por 10 minutos 
Depois botam pra esfriar. 

De um dia para o outro tem que passar 
Até chegar ao seu corte 
Quem quebra são os homens fortes 
Em dupla um quebra e o outro a casca retira 
Quem ver esse trabalho admira 
Eles separando em inteira e em pedaços, pode crer 
E o aproveitamento da casca e da película 
É interessante, você vai ver. 

A casca serve para fazer 
Combustível pra avião 
Também como lenha, meu irmão 
Para queimar na caldeira 
Extrai o óleo de primeira 
A película serve como ração de galinha e de gado 
Tem a sala de estufa 
Que deixa admirado. 

Qualquer um fica encantado 
De ver na fábrica essas belezas 
As amêndoas vão para as bandejas 
Para passar 7 horas à vapor 
Muita higiene essa fábrica nos mostrou 
Por 2 horas essas amêndoas são lavadas 
Esfria e leva pra seleção e fritura 
Essa organização é por conta da mulherada. 

Essa castanha sai da fritura gostosa e diversificada 
Você escolhe o tipo da que mais gostar 
Tem a apimentada que dar pra te esquentar 
Tem a com sal pra quem não sofre de pressão 
Tem a caramelizada pra adoçar seu coração 
O paladar fica por conta do cliente especial 
Que pode optar por uma das 3 
Ou dar a vez a castanha natural. 

Chegando ao processo final 
Ela é levada ao depósito pra ensacar 
E marca TERRA FIRME colocar 
Em seus saquinhos elas saem em direção 
A BUDEGA DA COOPAPI e região 
Por todo o povo essa bodega é frequentada 
Essa marca TERRA FIRME é a melhor 
pois os produtos vêm da terra abençoada. 


Deusinha Poetisa Popular  de Córrego Apodi – RN 
09 de outubro de 2011.

segunda-feira, 31 de outubro de 2011

O Brasil pistoleiro mata mais um na Amazônia‏.

Denunciamos o assassinato covarde de mais um defensor da natureza na Amazônia.

Sábado foi assassinado o líder comunitário João Chupel Primo em Miritutuba, município de Itaituba, PA. Conheci o João foi em sua comunidade que realizei as primeiras crismas como bispo de Itaituba.

Eu o tinha encarregado de fundar uma nova comunidade. Justamente no dia da crisma em junho deste ano, ele deixou de ser o coordenador da Comunidade Nossa Senhora de Nazaré de Miritituba para poder se dedicar à fundação da nova comunidade.

Ele vinha fazendo denúncias sobre grilos de terras e extração ilegal de madeira (veja a nota). Por isso foi assassinado brutalmente com um tiro na testa sábado passado.

Quando os defensores da natureza e da legalidade vão deixar de serem mortos? Quando o Governo Federal colocará pra valer a Polícia Federal para agir no Pará?

Fraternalmente

Dom Frei Wilmar Santin, O.Carm.
Bispo da Prelazia de Itaituba, Pará - Brasil

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

BSC/COOPAPI participa de formação para Técnicos do Plano Brasil sem Miséria

     
    Aconteceu nos dias 24, 25 e 26 uma formação sobre o plano Brasil sem Miséria, a capacitação foi promovida pela Projeto Dom Helder Câmara e visou preparar os técnicos que acompanham as comunidades assistidas pelo PDHC, para preparação de Projetos para acessar o recurso disponivel para o combate a miséria, os projetos serão feitos no valor de R$: 2.400,00 com os repasses feitos direto no cartão de Bolsa Família em três parcelas, sendo que as parcelas serão liberadas mediante emissão de laudo técnico pelo profissional que acompanhará a família beneficiada, o critério para escolha das famílias foi aplicado pelo Governo Federal, utilizando-se dos dados presentes no CADÚNICO, que são famílias que tem renda mensal inferior a R$: 70,00.
Mais um pouco sobre o programa
Objetivo Geral
Promover a inclusão social e produtiva da população extremamente pobre, tornando residual o percentual dos que vivem abaixo da linha da extrema pobreza
Objetivos Específicos
  • Elevar a renda familiar per capita
  • Ampliar o acesso aos serviços públicos, ações de cidadania e bem estar social
  • Ampliar o acesso às oportunidades de ocupação e renda através de ações de inclusão produtiva nos meios urbano e rural
  • Públicos Prioritários
  • Extrativistas
  • Acampados
  • Catadores
  • Indígenas
  • Quilombolas
  • Agricultores familiares         
  • População de rua                             
  • Impactados por empreendimentos de infraestrutura
  • Bolsões de pobreza em áreas urbanas
  • Trabalho Infantil - lixões, na rua, exploração sexual, doméstico

quarta-feira, 26 de outubro de 2011

Cajucultor testa tecnologia social no processo de descastanhamento de caju



O cajucultor Antonio Urbano, mais conhecido como Antonio de Joca, exibe com satisfação a mais nova invenção do amigo “Lucimar”, trata-se de uma máquina de descastanhar caju que ainda esta em fase de experimentação , mais promete uma verdadeiro revolução no processo de descastanahmento de caju no Córrego, quem quiser conferir de perto o funcionamento da invenção é só ir na casa de Antonio Urbano.

domingo, 23 de outubro de 2011

tudodeapodi.com - o site que conta a historia e a cultura de um povo. mande sua biografia

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

Carta desabafo de uma bancária á Rede Globo


De Tereza Roberto
Carta à Direção Globo de Jornalismo
Sr. Carlos Henrique Schroder,

É com grande insatisfação que escrevo aqui em nome de quase 500 mil bancários existentes no Brasil.

Em primeiro lugar, gostaria de dizer que estamos indignados com o tratamento que os telejornais da Central Globo de Jornalismo, subordinada a sua Direção Geral de Jornalismo e Esportes (DGJE), estão dando a nossa greve.

Todos os dias suas reportagens altamente parciais (sempre do lado dos banqueiros, o capital de vocês) mostram nossa greve prejudicando clientes, idosos, etc. O que vocês não mostram é o quanto nós somos prejudicados o ano inteiro.

Sr. Carlos Henrique Schroder, aos 16 anos, quando entrei para a faculdade de jornalismo, eu achava que poderia mudar o mundo.

Aos 20, quando acabei a faculdade, percebi que o mundo é que havia me mudado.

Decidi ser bancária, que por sinal é uma profissão muito digna, talvez até mais digna do que aquela profissão que me fez passar quatro anos na universidade.

Sr. Carlos, nós, bancários, trabalhamos feito robôs. Em minha agência somos 24 funcionários e temos que atender em média 500 clientes por dia, em seis horas de trabalho, sendo no máximo 15 minutos para atender cada cliente, o que matematicamente torna-se uma conta impossível.

Nesses 15 minutos que temos para atender os clientes, em vez de resolver os problemas deles, temos que oferecer produtos que eles não precisam. Temos que empurrar seguros de vida a universitários; temos que vender (com muita dor no coração) títulos de capitalização e colocar cheque especial na conta de idosos que só ganham um salário mínimo. Fazemos empréstimos com juros absurdos para aposentados do INSS que não sabem nem ler. Fazemos tudo isso porque somos obrigados pela instituição capitalista que paga nosso minguado salário.

Trabalhamos de seis a oito horas contratuais fazendo tudo o que podemos para garantir o lucro da nossa empresa, sem contar as horas extras e também as horas “bestas” (fora do ponto eletrônico).

Em quantos e quantos meses já perdemos boa parte do nosso salário para pagar diferenças de caixa provocadas por dias de pico onde não conseguimos nem almoçar? Isso sem contar que só temos 15 minutos para engolir a comida e escovar os dentes!!! Em quantos e quantos dias deixamos de beber um copo de água sequer, ou mesmo deixamos de ir ao banheiro para necessidades lógicas?

Sr. Carlos, o Banco em que eu trabalho (BB) teve um lucro de mais de 6 bilhões só no primeiro semestre deste ano. O Itaú lucrou mais de 7 bilhões e o Bradesco mais de cinco.

Sr. Carlos, todo esse dinheiro daria para construir dezenas de escolas e hospitais em toda parte do nosso país, e o Sr. Tem que concordar que o Brasil é muito carente nessas áreas.

Quantos milhões de reais os bancos não gastam todos os anos com publicidade e propaganda na sua emissora? O Bom Dia Brasil tem o oferecimento do Banco do Brasil, o Jornal Nacional é patrocinado pelo Bradesco, fora os outros telejornais e os comerciais dos outros bancos que sua emissora veicula todos os dias.

Sr. Carlos, os escriturários do BB recebem R$ 1.400,00 líquidos para sustentar suas famílias. Temos um bom plano de saúde, graças a Deus, e um auxílio alimentação que dá pra abastecer uma casa, mas o Sr. Tem que concordar comigo que R$ 1.400,00 não dá pra manter o padrão que os bancários precisam para trabalhar.

Temos que nos vestir bem e ter uma boa aparência, afinal trabalhamos nas empresas que mais dão lucro no Brasil e precisamos ter uma boa apresentação.

O que nos deixa mais indignados é que seus telejornais nos mostram como vilões da sociedade, exterminadores de benefícios de velhinhos, grevistas baderneiros, como se nós não quiséssemos trabalhar,

Sr. Carlos Henrique Schroder, nós não estamos de férias, nós estamos exercendo um direito constitucional que nos foi dado; passamos em concurso público e nos classificamos entre milhares de pessoas. Acho que merecemos ganhar um pouco mais pelo que passamos todos os dias, o Sr. não acha?

Nossa greve não é só por nós, é principalmente pelos clientes. Os bancos têm estrutura suficiente para contratar mais funcionários, tirando assim o peso da carga que carregamos, pois cada um de nós trabalha por cerca de 10 pessoas que não existem. Com mais funcionários, os clientes ficarão menos tempo nas filas intermináveis e terão uma qualidade de atendimento muito melhor.

O que queremos é que seus telejornais e jornalistas prezem aquilo que de mais importante eu aprendi na universidade: a verdade e a ética jornalística.

Não deixem o capital se sobrepor aos valores éticos e à verdade nua e crua. Mostrem o que realmente acontece, não escondam nenhum dos lados.

Não acho correto mostrar apenas o lado ruim da greve, pois com toda certeza do universo, Sr. Carlos, o lado negro dessa história não é a greve, não é mesmo! A greve é nossa única chance cobrar o que nos é direito.

O Sr. sabe que a economia do país teve uma inflação considerável e nosso aumento real seria de apenas 0,56%, o que é absurdamente injusto se compararmos com o lucro que nós, funcionários, proporcionamos aos bancos de 2010 para 2011.

No governo FHC passamos 8 anos sem aumento nenhum, e a inflação cresceu a cada ano. Nosso salário estagnou.

O salário mínimo cresceu mais de 400% de 2002 a 2011, enquanto nosso salário aumenta a passos miúdos. Se continuar neste ritmo, daqui a uns anos vai valer mais à pena ganhar um salário mínimo do que trabalhar em um Banco.

Bom, Sr. Carlos, acho que já falei demais. Eu não o conheço, mas sei que o Sr. tem um currículo que muito jornalista gostaria de ter e ocupa uma posição respeitável. Quero parabenizá-lo por isso. Sei também que minha indignação não vai resolver nada e sei que seus telejornais continuarão parciais por toda vida, pois isto é política da emissora e não há o que se fazer. Mas desabafei o que estava engasgado na garganta de milhares de bancários de todo o país.

Saiba que vendo o que se passa hoje na televisão brasileira, me orgulho de ter optado por sofrer um pouco sendo bancária do que ter um pouco mais de dinheiro e não dormir à noite sendo jornalista da emissora a qual o Sr. faz parte.

Grata pela atenção,
Teresa Roberta Soares
Bancária, cidadã brasileira e cliente de banco, que apóia a greve.

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Convite 2ª Reunião Mulheres Mil 14-10-2011

Boa noite!

Conforme ficou acertado na reunião do dia 28/09/2011, realizamos as reuniões na região da chapada no dia 05/10/11 no Assentamento Aurora da Serra e dia 07/10/11 na região da areia no sítio Córrego. 
Das reuniões foram definidos os seguintes encaminhamentos.

 - Realização de outra reunião, na região da chapada nos dias:

11/10/11 as 14:00h - no assentamento Aurora da Serra. ( comunidade de Aurora da Serra, Nova Descoberta, Moacir Lucena)
14/10/11 as 08:00 h no assentamento Milagre. ( comunidade de Milagre e Portal da Chapada)
21/10/11 as 14:00h no assentamento Paraíso. (comunidade de Paraíso e Lage do Meio)
- Na região da Areia dia:

14/10/11 as 15:00h no sítio Córrego.
Dia 20/10/11 as 08:00h no IFRN/Campus Apodi realizaremos outra reunião com todos os representantes das entidades parceiras, docentes e técnicos do IFRN/campus Apodi para discutirmos a grade curricular do curso que ofertaremos.


Atenciosamente,
Rilza Souza de Góis Costa
Téc.Enfermagem/Mat.1732296
IFRN/Campus Apodi 

"O trabalho afasta de nós três grandes males: o tédio, o vício e a necessidade". Voltaire.

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

Daqui há pouco Assembléia da COOPAPI

Hoje (05/10), às 9:00 h. acontece a Assembléria Geral Extraordinária da COOPAPI, na Central de COmercialização da Castanha. Todos estão convidados.